terça-feira, 4 de novembro de 2008

300 palavras

Era sempre um grande questionamento para todos como uma mulher poderia se confundir com uma criança. Como poderia um adulto ter tanta paciência e ser realmente um grande amigo de uma criança. O comum é brincar um pouco, às vezes perder a paciência, mas isso não acontecia com ela.
Se esse convívio já era estarrecedor para todos imagina se soubessem que o cenário das brincadeiras com as crianças não era apenas no quintal de sua casa com seus filhos e os amigos dele, mas também nas salas de aula.
A mulher conhecida como Jau também era professora infantil. Religiosamente ela acordava e logo cedo ia ensinar nas duas escolas que trabalhava. Passando a maior parte de seu tempo cantando e ensinando as crianças a fazerem suas tarefas domésticas e de classe. Ao anoitecer voltava pra casa e se deparava com a mesma rotina que passou durante o dia.
Ensinar e brincar com seus filhos ainda pequenos. Todos os vizinhos se estarreciam com tamanha devoção que essa mulher tinha para com as crianças. Ninguém acreditava como um adulto podia fazer uma criança sorrir como se tivesse a mesma idade dele.
Ela se tornava uma criança, pulava, dançava e se não fosse o aspecto um pouco cansado que tinha até se parecia fisicamente com as crianças. Pois além do seu jeito moleca ela também era baixinha e magrinha.
O que ninguém sabia era que aos 8 anos de idade Jau estava brincando com sua mãe na sala de sua casa, quando a sua bola caiu na rua. A mãe foi buscar. Um estrondo! A mãe ao chão e mais alguns minutos de vida que lhe restavam. Jau pegou no rosto de sua mãe e assustada não disse nada. Então sua mãe sussurrou antes de morrer “Filha não chore, sorria sempre como uma criança deve sorrir”.

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